Para quê dar-me ao trabalho de vir a casa?
Para ver tudo virado do avesso, a única coisa que eu pedi não foi feita, e ainda me apresentam as minhas coisas viradas do avesso, mexidas sem o meu consentimento, como se fosse um feito heróico...
Para quê tentar falar com alguém que apenas fala comigo quando se sente só?
Quando tem companhia eu pura e simplesmente deixo de existir... até à próxima vez em que volta a estar só...Para quê ainda tentar chegar a outros seres humanos...? Tentar falar, conversar, ter e fazer companhia...?
Mais vale estar quieta... não conhecer ninguém, não deixar ninguém entrar no meu mundo... Podia não estar feliz, mas também não estava infeliz...
No fundo, para quê dar-me ao trabalho de viver...? Mais vale nem sair da cama, e deixar a vida a passar-me ao lado... Pode ser que se despiste e me passe por cima...
sábado, 13 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Detesto
Detesto estar a falar com alguém e essa pessoa nem se dar ao trabalho de me responder.
Parece que só sirvo para as horas vagas... para quando não há mais ninguém... para quando a solidão aperta...
Estou farta!!! É desta que estou mesmo farta!!! Só me apetece gritar "PORQUE RAIO É QUE ENTRASTE NA MINHA VIDA???"
Depois há quem me diga "se o universo colocou essa pessoa no teu caminho, é porque tens alguma coisa a aprender..." Pois, eu gostaria de saber o quê, porque até agora têm sido mais os maus momentos do que os bons... e quando me preparo para virar as costas e ir embora, lá vem um bom momento que me faz vacilar, voltar atrás na minha determinação, reconsiderar a minha decisão.
E depois volta tudo ao mesmo... volta o desinteresse, volta a mágoa. O que raio estou eu a aprender??? A perder a auto-estima? A desvalorizar os meus sentimentos, desejos, vontades? A deixar de lado as minhas expectativas?
Detesto este sentimento de andar à deriva... de não saber que rumo tomar...
E, de repente, dou-me conta do rumo a tomar...agora mesmo, como se a resposta se tornasse perceptível... E a resposta esteve sempre lá, eu é que não via...
"não existe maior cego do que aquele que não quer ver" E a lição foi aprendida.
Há que seguir o meu caminho, em vez de ficar parada...quem quiser vir, que me acompanhe, que não quiser... bem, é para isso que existe o livre arbítrio.
Obrigada
Parece que só sirvo para as horas vagas... para quando não há mais ninguém... para quando a solidão aperta...
Estou farta!!! É desta que estou mesmo farta!!! Só me apetece gritar "PORQUE RAIO É QUE ENTRASTE NA MINHA VIDA???"
Depois há quem me diga "se o universo colocou essa pessoa no teu caminho, é porque tens alguma coisa a aprender..." Pois, eu gostaria de saber o quê, porque até agora têm sido mais os maus momentos do que os bons... e quando me preparo para virar as costas e ir embora, lá vem um bom momento que me faz vacilar, voltar atrás na minha determinação, reconsiderar a minha decisão.
E depois volta tudo ao mesmo... volta o desinteresse, volta a mágoa. O que raio estou eu a aprender??? A perder a auto-estima? A desvalorizar os meus sentimentos, desejos, vontades? A deixar de lado as minhas expectativas?
Detesto este sentimento de andar à deriva... de não saber que rumo tomar...
E, de repente, dou-me conta do rumo a tomar...agora mesmo, como se a resposta se tornasse perceptível... E a resposta esteve sempre lá, eu é que não via...
"não existe maior cego do que aquele que não quer ver" E a lição foi aprendida.
Há que seguir o meu caminho, em vez de ficar parada...quem quiser vir, que me acompanhe, que não quiser... bem, é para isso que existe o livre arbítrio.
Obrigada
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
As pessoas que passam
As pessoas que passam pela minha vida parecem seguir um padrão.
Tenho as amigas que realmente o são (padrão infelizmente poucas vezes repetido).
Tenho as amigas de ocasião, que são pouco mais que conhecidas que, numa determinada altura, se dão muito comigo, geralmente para me pedir algum favor ou favores...
E depois tenho os "amigos"... Durante uns tempos são atenciosos, queridos, prestam atenção ao que digo, ao que quero, às minhas necessidades. Mas, por um qualquer motivo que não entendo, assim que se começam a sentir seguros, começam a desaparecer...Tornam-se frios, distantes...
À pergunta "o que se passa?" respondem com "não se passa nada, lá estás tu com as tuas coisas". Mas a verdade é que se passa...
Tenho dias em que penso "será por estar gorda?"
Outros "será que sou desinteressante?"
Uma das amigas disse-me ontem "Ele não te merece, mas não te merece mesmo. Nem que viva cem anos ele vai conseguir ser metade do homem que tu és enquanto mulher."
Até pode ser verdade... Mas se assim é, o que diz sobre mim o facto de eu não conseguir manter o interesse de um idiota que não me chega nem aos calcanhares...?
Geralmente também descubro mentiras... mentiras que me disseram durante a fase do "enamoramento". E não me estou a referir ao embelezar determinadas verdades, estou a falar de mentiras mesmo...
Será que se esquecem que a mentira tem perna curta, ou será que me acham de tal modo idiota que nunca vou perceber...?
E são estas as pessoas que eu deixo entrar na minha vida... E depois choro...
Tenho as amigas que realmente o são (padrão infelizmente poucas vezes repetido).
Tenho as amigas de ocasião, que são pouco mais que conhecidas que, numa determinada altura, se dão muito comigo, geralmente para me pedir algum favor ou favores...
E depois tenho os "amigos"... Durante uns tempos são atenciosos, queridos, prestam atenção ao que digo, ao que quero, às minhas necessidades. Mas, por um qualquer motivo que não entendo, assim que se começam a sentir seguros, começam a desaparecer...Tornam-se frios, distantes...
À pergunta "o que se passa?" respondem com "não se passa nada, lá estás tu com as tuas coisas". Mas a verdade é que se passa...
Tenho dias em que penso "será por estar gorda?"
Outros "será que sou desinteressante?"
Uma das amigas disse-me ontem "Ele não te merece, mas não te merece mesmo. Nem que viva cem anos ele vai conseguir ser metade do homem que tu és enquanto mulher."
Até pode ser verdade... Mas se assim é, o que diz sobre mim o facto de eu não conseguir manter o interesse de um idiota que não me chega nem aos calcanhares...?
Geralmente também descubro mentiras... mentiras que me disseram durante a fase do "enamoramento". E não me estou a referir ao embelezar determinadas verdades, estou a falar de mentiras mesmo...
Será que se esquecem que a mentira tem perna curta, ou será que me acham de tal modo idiota que nunca vou perceber...?
E são estas as pessoas que eu deixo entrar na minha vida... E depois choro...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Porque escrevo
Escrevo porque se dissesse à maioria dos amigos ou família o que me vai cá dentro... a maioria assustava-se. E como não sei quem não se iria assustar, é melhor não dizer a ninguém...
Mas como já não cabe mais cá dentro... escrevo.
Porque enquanto escrevo parece que alivia o peso que carrego nos ombros, no peito...na alma.
Enquanto escrevo não me sinto sozinha, incompreendida, mal amada ou pouco desejada...
Enquanto escrevo posso chorar, GRITAR, abrir o peito e deixar sair, sem censura, sem chantagem, sem sentir o olhar da outra pessoa... Porque a pena também magoa, e pior que a pena é a indiferença.
Escrevo porque cá dentro não cabe mais nada, pelo menos sem quebrar o que ainda existe...
Escrevo porque em tempos uma psiquiatra me disse para escrever, escrever tudo o que sinto. Porque é uma forma de partilhar, de dividir o peso da vida. De não guardar tudo cá dentro.
Escrevo porque escrever é uma das coisas que melhor faço... Escrever e comunicar. Consigo comunicar ideias, transmitir conhecimento, explicar qualquer coisa a qualquer pessoa.. Mas não sou capaz de dizer o que me vai na alma, o que me doí cá dentro...o que me magoa, o que me faz chorar...
Mas como já não cabe mais cá dentro... escrevo.
Porque enquanto escrevo parece que alivia o peso que carrego nos ombros, no peito...na alma.
Enquanto escrevo não me sinto sozinha, incompreendida, mal amada ou pouco desejada...
Enquanto escrevo posso chorar, GRITAR, abrir o peito e deixar sair, sem censura, sem chantagem, sem sentir o olhar da outra pessoa... Porque a pena também magoa, e pior que a pena é a indiferença.
Escrevo porque cá dentro não cabe mais nada, pelo menos sem quebrar o que ainda existe...
Escrevo porque em tempos uma psiquiatra me disse para escrever, escrever tudo o que sinto. Porque é uma forma de partilhar, de dividir o peso da vida. De não guardar tudo cá dentro.
Escrevo porque escrever é uma das coisas que melhor faço... Escrever e comunicar. Consigo comunicar ideias, transmitir conhecimento, explicar qualquer coisa a qualquer pessoa.. Mas não sou capaz de dizer o que me vai na alma, o que me doí cá dentro...o que me magoa, o que me faz chorar...
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